segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O PREÇO DO SUCESSO

Uma frase muito ouvida, cuja a origem não se tem certeza, mas foi atribuída à Thomas Jefferson,
terceiro presidente dos Estados Unidos da América, fala que "O preço da liberdade é a eterna vigilância". Esta frase pode ser uma grande verdade, mas não se tornará mentira se, ao usá-la, trocarmos a palavra liberdade por sucesso e ela ficar assim:
 
"O PREÇO DO SUCESSO É A ETERNA VIGILÂNCIA"
 
Senão vejamos:
 
1) O Atlético Mineiro, depois que conquistou o título da Libertadores da América, decaiu.
2) O Corinthians, campeão mundial do ano passado não é mais o mesmo.
3) O Palmeiras, que vinha em uma meteórica invencibilidade na Série B, começa a tropeçar.
4) Até o todo poderoso Barcelona não parece empolgar tanto assim!!!
 
Poderíamos ficar horas enumerando exemplos no futebol e em outros esportes, mas vamos ao que interessa. O que isto tem a ver comigo ou com a minha empresa?
 
Simples. A cada mês, vemos repetir-se a mesma história. Temos um meta de vendas a cumprir e só nos damos conta que a mesma corre o risco de não ser atingida, depois do dia 15. E aí é um perereco para correr atrás do prejuízo.
 
Mas porque isto ocorre? Acontece que, quando fechamos o mês, temos a sensação do "dever cumprido", principalmente se tivermos batido as metas e relaxamos. Mesmo se não tivermos batido, também relaxamos porque, sabe como é, o mês que vem vai ser diferente. E, em muitos casos, passam-se os meses e nada muda, as metas não são batidas, mas, temos a esperança de que, no mês que vem, tudo será diferente e, como diz o ditado, "A esperança é a última que morre"..... Mas, Morre.
 
Então o que fazer? Simples. Não relaxar nunca. Manter sempre focado e entender que apesar da partida (mês) ter acabado, o campeonato ainda não. E este é o papel do Gerente/Supervisor de vendas em uma empresa. Manter a equipe sempre pilhada e a busca de resultados. No exército esta tarefa é delegada ao sargento que, o tempo todo, instiga a tropa e a incita a estar sempre alerta. Através de uma pressão que não tem fim, ele "estressa" a tropa o tempo inteiro mantendo-a atenta e pronta para o combate, mesmo que este não esteja nem passando perto. 
Vocês já imaginaram um sargento que, a ver um soldado um pouco cabisbaixo e abatido durante uma marcha, chega para ele, senta pacientemente e começa a investigar o porque ele está deprimido? Ele imediatamente dá um esporro no indivíduo e o coloca em condições de continuar a marcha. É só ver os filmes sobre os Marines para verificar a posição do Sargento.
É claro que, para exercer esta pressão, ele tem ferramentas que o tornam poderoso. Como, por exemplo, o poder de colocar o soldado na cadeia se ele fizer corpo mole. De até expulsar o camarada da corporação se ele insistir em não fazer o que ele manda. Mas, e nas companhias??? As coisas não funcionam bem assim. Por mais que o Sargento (Gerente/Supervisor) queira baixar o chicote na equipe, não é politicamente correto e pode trazer uma série de problemas e tralalá, e coisa e tal, e etc... E por aí vai.
Por trás de toda a tecnologia e modernidade, o que estamos na realidade é formando uma geração de frouxos que não aceitam e não podem ser pressionados e que fogem do "stress" como o diabo foge da cruz. Só que se esquecem que, como no esporte, o "stress" é muito positivo, pois quem acompanham as provas de remo em barcos "8 com", onde existem 8 remadores e um timoneiro e este último fica, o tempo todo, instigando a equipe para que acelere ou mantenha o ritmo e não se perca.
 
Por isso é que não entendo como as equipes de vendas não são instigadas, desde o primeiro minuto do primeiro dia do mês a bater metas. Se a meta de vendas de uma pessoa é de, por exemplo R$ 516.000,00 por mês e ele no primeiro dia não tirou R$ 24.000,00 de pedidos já deve ser questionado. E se na primeira semana não fez R$ 120.000,00 um sinal de pânico deve ser acionado, porque se deixar para a última semana do mês vai ser tarde demais.
 

Talvez devêssemos dar mais poder aos gestores de vendas para que pudessem exercer melhor suas tarefas. Ou colocar sargentos dos Marines para tal.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

PODE SER A GOTA D'ÁGUA

Confesso que, quando começaram os protestos em São Paulo contra o aumento das passagens de ônibus e Metrô me posicionei contra estes movimentos que param cidades e prejudicam milhões de pessoas. Mas, em conversas que tive, em mensagens recebidas pelas redes sociais e outros "inputs" acerca dos acontecimentos, fui mudando minha opinião sobre o assunto e, aos poucos entendendo algumas coisas, mesmo que sejam as mais óbvias.
 
1) Estou ficando velho. E como quase todas as pessoas que envelhecem, também perdem um pouco o viço da luta e busca viver mais em harmonia em menos em conflito. Mas, isto não está certo, pois viver em harmonia não é isentar-se da luta e sim engajar-se nela e fazer que ela seja o mais harmônica possível. Por isso fui, a princípio, contra o movimento que provocou enormes transtornos à cidade. E isto nos leva ao segundo ponto.
 
2) Não há manifestação sem transtorno. Imaginem estes protesto realizados no Sambódromo??? Teria o mesmo peso??? Teria a mesma cobertura da mídia ou a mesma repercussão??? Claro que não. Protestos são para incomodar o poder público e as pessoas ao redor para que se posicionem. Ou contra ou a favor, não importa. Mas, por favor, se posicionem. É claro que incomodar é absolutamente diferente de vandalizar. Que houve excessos de todos os lados, não há dúvida, mas é um efeito colateral. Faz parte de toda espécie de movimento desta ordem. Como diz a música dos Paralamas do Sucesso:
 
A polícia apresenta suas armas, escudos transparentes, cacetetes, capacetes reluzentes e a determinação de manter tudo em seu lugar.
O governo apresenta suas armas discurso reticente, novidade inconsistente e a liberdade cai por terra aos pés de um filme de Godard.
A cidade apresenta suas armas meninos nos sinais, mendigos pelos cantos e o espanto está nos olhos de quem vê o monstro a se criar.
 
E isto nos leva ao terceiro ponto
 
3) Será que são mesmo os R$ 0,20 que estão em cheque, ou esta foi a gota d'água? Sim, porque ao longo de décadas estamos vendo o desmando de "autoridades" do legislativo, executivo e judiciário deitarem e rolarem no dinheiro público com a mais absoluta impunidade, a ponto de quem foi condenado ao mensalão ainda não estar cumprindo pena. A má versasão do dinheiro público, promessas não cumpridas, a saúde, a educação e a segurança pública deteriorada enfim um estado de coisas que vai corroendo a paciência de um povo que, segundo dizem, tem uma índole pacífica. O Brasileiro não briga pelos seus direitos, afirmam. Mas será? Aproveito para citar os versos de Chico Buarque:
 
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...
 
E pode ter sido mesmo. Ou pelo menos espero. Porque estamos cheios, eu pelo menos estou, de ver como as coisas estão e ver o gigante acordar de uma vez ao invés de ficar
 
Deitado eternamente em berço explendido
Ao som do mar e a luz do céu profundo.
 
Assumirmos a seguinte postura que está no mesmo hino;
 
Mas, se ergue da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta

Nem teme quem te adora a própria morte.

FUTEBOL E ORGANIZAÇÃO EMPRESARIAL

Mesmo que não é fã de futebol deve estar ciente que estão sendo disputadas as semifinais da Copa de Campeões da Europa, o maior torneio de clubes do mundo e o mais competitivo. Para aqueles que não acompanham as partidas estão sendo disputadas na seguinte ordem:
 
Real Madrid X Borussia Dortmund
Barcelona X Bayern de Munique
 
Independente de quem venha a ganhar os jogos e o campeonato, o que quero chamar a atenção é sobre uma grande "coincidência" que está ocorrendo nestas partidas. Os times envolvidos são da Espanha e da Alemanha, que, "coincidentemente", são as duas seleções melhor rankeadas nos critérios da FIFA ocupando a primeira e a segunda colocações.
 
Esta "coincidência" a que estou me referindo reflete o pensamento dos clubes europeus que, de longe estão se tornando superiores e desbancando os tradicionais "Rei do Futebol" como sempre fomos considerados. E este pensamento passa, na minha análise, por uma profunda mudança na estrutura profissional de seus clubes.
 
Em primeiro lugar, o cliente (torcida) tem que estar satisfeito, não apenas em torcer para um time campeão, mas de poder assistir partidas de nível técnico acima da média. Com isso o torcedor lota os estádios com públicos que ultrapassam a casa dos 80.000 expectadores pagando ingressos que não são baratos (segundo eu soube o menor preço é de 70 Euros, ainda porque o pessoal resolver abaixar os preços por causa da crise na Europa), pois o público paga alto para poder ver estrelas e um espetáculo de alto nível.
 
Segundo, para que isto possa ser conseguido, há de se investir e talentos, quer seja criando-os, investindo nas categorias de base, ou comprando-os a peso de ouro. Haja vista o quanto se especula sobre a ida do Neymar para a Europa.
 
Em terceiro lugar, não adianta de nada conseguir talentos individuais se estes craques não podem ser combinados e transformados em uma equipe. Por isso, os clubes europeus de ponta tem convênios com universidades para a preparação e reclicagem de seus técnicos que, além de conhecerem futebol, devem ser bons também em gestão de pessoas.
 
Para finalizar, os diretores desses clubes devem, e eu digo devem porque não conheço, ser um tipo diferenciado de profissional, pois eles são menos estrelas de que seus jogadores e não vivem na mídia dando declarações e "causando" de alguma espécie.
 
A soma destes fatores leva ao sucesso. Quer seja como equipe, quer seja como país. No futebol.
 
Será que se pegarmos estes passos que descrevi acima e transplantarmos para as empresas e os governos a coisa funcionaria?
 
Se as empresas (e os governos) tivessem o foco de satisfazer as expectativas de seus clientes e investissem, ou desenvolvessem, talentos que pudessem fazer a diferença, desenvolvessem um modelo de gestão que desse prioridade a formação de equipes competitivas e tivessem diretores (ou presidentes) que agissem como verdadeiros maestros destas orquestras de sucesso, o que aconteceria com a economia do país:
 
E com o governo???
 
Mas, alguns dirão, as empresas já procuram fazer isto.
 
Procuram..... mas conseguem?????
 

É só procurar no PROCON e no RECLAME AQUI para ver o RANKING como anda.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

URGENTÁRIO

  
Agora que o carnaval acabou e que fixa aquela sensação de que perdemos dois meses e que temos que correr atrás deles para poder cumprir os números do ano. mando para vocês o URGENTÁRIO, um calendário especialmente desenvolvido para ajudar a resolver aqueles problemas urgentes que sempre ficam para última hora, como o fechamento do mês, aumentando assim a produtividade, que vi na revista Exame a alguns anos atrás. Acompanhem comigo.
• Como tudo é para ontem, as datas correm para trás. Assim, o trabalho pedido para o dia 7, poderá ficar pronto no dia 2, sem traumas.
• Como os chefes querem tudo para SEXTA-FEIRA, o URGENTÁRIO tem 3 SEXTA-FEIRAS. Vocês podem escolher a que melhor lhes agradem.
• Para evitar atrasos no final do mês, principalmente para o pessoal de vendas que sempre precisam de um tempinho para fechar a meta mensal, colocamos mais 5 dias em cada mês. E também evita aqueles buracos nas folhinhas tradicionais
• O Dia Primeiro foi eliminado para que se evitem as tentações de se entregar as tarefas atrasadas no primeiro dia do mês seguinte. Pode se encaixar as promessas de regime, para parar de fumar, etc.
• Vocês vão notar que as SEGUNDAS-FEIRAS foram eliminadas. Afinal ninguém gosta delas mesmo!!!!
• Como vocês sabem, horas extras oneram a folha de pagamento e aumentam os custos. Por isso SABADOS e DOMINGOS não existem.
• Agora, como existem tarefas que exigem verdadeiros milagres e malabarismos de tempo para serem executadas, criou-se a SANTA-FEIRA. As promessas de regime e de parar de fumar podem ser começadas na SANTA-FEIRA, afinal às vezes é preciso um milagre.
Agora que você tem uma nova dimensão do tempo, mãos á obra, pois o carnaval acabou e o tempo começou a correr contra vocês.
Bom 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

INÚTEU


Não é a primeira vez que utilizo uma letra de uma música da banda ULTRAJE A RIGOR, formada no final do anos 80 e que, através de seu deboche e espírito crítico, fizeram análises profundas, não sei se propositadamente ou não, da sociedade brasileira. Em uma outra ocasião utilizei a música "Nós vamos invadir sua praia", para fazer uma correlação profética da ascensão econômica da classe C e D e que, caso queiram, poderão ler em meu blog clicando no link http://inteligenciamkt.blogspot.com.br/2011/10/nos-vamos-invadir-sua-praia.html.
Desta vez o "lampejo" veio ao ler uma notícia, em um destes portais, sobre a colocação da seleção brasileira de futebol no ranking da FIFA. Pode-se até questionar a metodologia utilizada etc, etc, etc, mas como o escriba aqui não está analisando o futebol em si, mas como as coisas se banalizaram, se desgastaram, se vulgarizaram e de depreciaram no Brasil nos últimos anos, nada mais oportuno. Até porque, nos ufanamos ainda de sermos o país do futebol.
Ocupamos hoje a honrosa 18a. colocação. A nossa frente estão "potências" futebolísticas como Grécia, Costa do Marfim, Suíça, esta última, sem dúvida, um praticante tradicional do esporte bretão. Ao ler a notícia não pude deixar de lembrar da música do ULTRAJE cuja letra transcrevo abaixo e empresta o título a este artigo, porque não me sinto capaz de escrever algo que expresse tão bem o que, eu acho, deveríamos sentir. Leiam esta obra profética, e, para quem quiser curtir este som de 1970, basta clicar http://www.youtube.com/watch?v=7P8Dy0M77qo
A gente não sabemos

Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Tem gringo pensando
Que nóis é indigente...
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
A gente faz carro
E não sabe guiar
A gente faz trilho
E não tem trem prá botar
A gente faz filho
E não consegue criar
A gente pede grana
E não consegue pagar...
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!

A gente faz música
E não consegue cantar
A gente escreve livro
E não consegue publicar
A gente escreve peça
E não consegue encenar
A gente joga bola
E não consegue ganhar...
Devemos, a bem da verdade, ressaltar algumas honrosas exceções, como no ramo da música, em que tivemos a felicidade de exportar a obra prima do cancioneiro popular "Ai se eu te pego", que foi cantada pelo mundo afora, inclusive por celebridades.
Então, nem tudo está perdido. Talvez não sejamos tão Inúteu assim.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

FELIZ 2013


Desde os meados da década de 60, quando o movimento Hippie eclodiu no planeta como um movimento de contracultura ao consumismo, aliado aos anseios do final das guerras, notadamente a do Vietnã, se fala em uma nova era. A ERA DE AQUARIUS. Nos anos 60, muitos jovens passaram a contestar a sociedade e a pôr em cheque os valores tradicionais e o poder militar e econômico. Esses movimentos de contestação iniciaram-se nos EUA, impulsionados por músicos e artistas em geral. Os hippies defendiam o amor livre e a não violência.

O lema "Paz e Amor" sintetiza bem a postura política dos hippies, que constituíram um movimento por direitos civis, igualdade e anti-militarismo nos moldes da luta de Gandhi e Martin Luther King, embora não tão organizadamente, mantendo uma postura mais anárquica do que anarquista propriamente, neste sentido. Como grupo, os hippies tendiam a viver em comunidades coletivistas ou de forma nômade, vivendo e produzindo independentemente dos mercados formais. O Musical Hair trazia uma canção que dizia:

"When the moon is in the Seventh House
And Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars"
"Quando a Lua estiver na Casa Sete
E Jupiter se alinhar com Marte
Então a Paz há de guiar os planetas
E o Amor se dirigirá para as estrelas."
Ainda que muitos astrólogos e astrônomos divirjam sobre o assunto, a entrada na Era da Aquarius estaria marcada para o início do século XXI.
Verdade ou não, é claro que, depois deste movimento, o planeta nunca mais foi o mesmo. Movimentos como o Greenpeace, ideais de preservação da natureza, reuniões entre as potências para tratar sobre a emissão de gases, enfim, uma série situações e ideias vem varrendo o mundo e chacoalhando as estruturas. Pode-se até questionar o fim disso, mas que tem mais gente falando sobre isto lá isso tem.
Se os anos 2000 podem, simbolicamente, representar a chegada da nova era, por sua vez, o número 13, no Tarot, é a Carta da MORTE, que, em linguagem esotérica, não significa um fim, mas um recomeço, uma transformação.
Ou seja, estamos em um ano de transformação, dentro de um anova era. O que esperar disso???
Que as pessoas busque em seu interior, realizar as transformações necessárias para que alcancem seu equilíbrio para, assim, fazer com que a sociedade alcance seu equilíbrio e, por fim, o planeta atinja o seu e a profecia da música se complete como no verso:
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golding living dreams of visions
Mystic crystal revelation
And the mind's true liberation

"Harmonia e entendimento
Simpatia e confiança em abundância
Sem mais mentiras ou escárnio
Sonhos de vida dourado das visões
Revelando o cristal místico

E a verdadeira libertação da mente
."

É o que desejo a todos para 2013!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O FIM DO MUNDO ESTÁ PRÓXIMO. VOCÊ ESTÁ PREPARADO???

Olhando no Wikipedia vemos que O fenômeno 2012 compreende um conjunto de crenças segundo as quais eventos cataclísmicos ou transformadores acontecerão em 21 de dezembro de 2012. Esta data é considerada como o último dia de um ciclo 5.125 anos do calendário mais e prevê que vários alinhamentos astronômicos e fórmulas matemáticas têm sido colocadas como pertencentes a essa data, apesar de nenhuma delas ter sido aceita por estudiosos importantes.
A interpretação de que essa data marca o início da Nova Era diz que a Terra e seus habitantes podem sofrer uma transformação espiritual ou física positiva, e que 2012 seria o começo de um novo tempo. Outros sugerem que 2012 marca o fim do mundo ou uma catástrofe similar. Cenários sugeridos para o fim do mundo incluem a chegada do próximo ano solar máximo ou a colisão da Terra com um objeto como um buraco negro, um asteróide próximo ou um planeta chamado "Nibiru" Estudiosos de várias áreas têm rejeitado a ideia de eventos cataclísmicos em 2012.
Apesar de controverso, ninguém conseguiu provar que é mentira, ou que é verdade. Mas, o propósito deste artigo não estar em validar, ou invalidar, esta idéia. Na realidade, o mundo já está acabando há algum tempo. Este mundo que conhecemos de relacionamentos estáveis e duradouros, do comércio sendo feito em lojas convencionais, de valores, há muito cultuados, sendo modificados sistematicamente em nome de uma nova ordem.
Países, não apenas empresas, estão imersos em uma crise sem precedentes. Governos estão revendo suas posições com relação às doutrinas que sempre defenderam. Até no Brasil aconteceu um julgamento com a a condenação de vários políticos envolvidos em corrupção!!!
Na verdade, um novo tempo se aproxima com novos comportamentos e novas maneiras de se relacionar quer pessoal ou comercialmente. Tenho notado que, assim como no Renascentismo, ou na década de 50, apenas para citar algumas transformações importantes, quando os valores apregoados na época foram paulatinamente sendo substituídos por outos comportamentos, há quem esteja se preparando para esta nova era e aceitando, sem duvidar, que novos tempos estão chegando. Mas tambem há aqueles que se fecham em suas crenças e convicções de que as coisas não mudam e, quando for tarde demais para perceber, terá sido atropelado pela história.
O mundo está sempre mudando, às vezes em uma velocidade que não nos percebemos e que nos dá tempo de nos acostumarmos com as mudanças que ocorrem. A diferença de agora é que o tempo está acelerado. A informação não está mais restrita aos monastérios, ou aos ministérios. Ela está aí, para quem quiser pegar.
No Novo Testamento, São João Evangelista apregoava o fim do mundo e diz que o número da besta é o 666. Se considerarmos que, na época, os algarismos romanos prevaleciam, poderiamos ler VIVIVI, que poderia ser uma visão distorcida de www. Não há como negar que a chegada a internet tem mudado toda a forma de relacionamento e de disseminação da informação.
Portanto, eu afirmo. O FIM DO MUNDO está próximo. Pelo menos o fim do mundo que conheçemos e estamos acostumados a habitar. Você está preparado???

sábado, 4 de agosto de 2012

OS DEUSES OLÍMPICOS

No meio dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, podemos ver que, enquanto o mundo e, em especial os brasileiros, sonham com as medalhas de nossos atletas, uma multidão de pessoas estão engajadas nas disputas e muitas, que não tiveram a oportunidade de subir ao pódium, nos oferecem ótimas oportunidades para perceber como o ser humano pode superar limites e buscar resultados tão pouco sonhados pela maioria dos mortais.
Olimpo era o nome que os antigos gregos davam ao lugar onde seus deuses moravam. E nada mais justo se encararmos os participantes deste evento como verdadeiros deuses, não importando o resultado que alcançem. Segundo o Wikipédia, os Jogos de Londres tem a estimativa de participação de 10.500 atletas. Parece muito, mas se considerarmos que a população mundial atingiu a cifra de 7 bilhões de pessoas, este número de atletas se torna praticamente insignificante.
Para uma análise mais precisa, estima-se, pelo próprio Wikipédia, que a população jovem é cerca de um bilhão de pessoas entre os 15 e 24 anos, idade em que se concentra a maioria dos atletas olímpicos. Assim, pouco mais de 0,001 % da população jovem do mundo atingiu índices que os permitiram estar presentes em Londres por alguns dias. Além dos fenômenos como Michael Phelps, que atingiu a marca, até agora de 20 medalhas olímpicas, há estórias menos gloriosas mas, nem por isso, menos dignas de habitantes deste Olimpo.
Na canoagem, a representante brasileira comemorava sua classificação para a próxima etapa e dava uma entrevista para uma rádio, quando foi informada pelo seu técnico que não havia se classificado como imaginava. Era de se esperar que nossa atleta se desesperasse e mudasse o tom da entrevista de uma alegria incontida para um inconformismo compreensível. Mas não. Ela manteve a alegria de ter participado e de poder estar presente entre todos aqueles campeões.  
No Judô, nossa atleta foi desclassificada por aplicar um golpe tido como irregular. Foi ao desespero, mas depois, com calma, reconheceu que errou.
Uma mesatenista que tem uma deficiência física (não tem parte do antebraço), competia de dava uma canseira na sua adversária (tive a felicidade de ver parte deste embate) não sentindo, em nenhum momento, que sua deficiência poderia ser um empecilho para ela.
Na natação, Ruta Meilutyte, de apenas 15 anos, olha incrédula para o placar eletrônico do ginásio de esportes para ver que havia chegado em primeiro lugar nos 100 metros nado de peito.
Enquanto isso, no hipismo, o cavaleiro japonês, de 71 anos, isso mesmo, 71 anos, lamentava sua desclassificação e colocava em dúvida sua participação no Rio 2016, pois chegou a hora de aposentar seu cavalo.
Por tudo isto, e outras muitas estórias mais que eu não soube e que, fatalmente, existiram durante os jogos é que se pode dizer que, quem está lá são pessoas previlegiadas e que fazem parte de uma nata de pessoas que muito deve honrar a si, sua família, seus amigos e seus países. Não importando o quanto de medalhas conseguiram, se é que conseguiram.
Como diz a frase do parachoques de caminhão, que, como muitas frases deste tipo, trazem em seu bojo muita filosofia,
DEUS NÃO ESCOLHE OS CAPACITADOS. CAPACITA OS ESCOLHIDOS

sexta-feira, 15 de junho de 2012

OS VINGADORES



Marvelmaníaco que sou, não perderia jamais ao filme do título deste arquivo e fui para lá pronto para assistir a mais uma obre cheia de porradas e destruição onde os americanos, como sempre, vencem no final. Mas, para minha surpresa, consegui tirar algumas reflexões sobre gestão de pessoas e que quero compartilhar com vocês.
 
O filme conta a estória de um grupo de super heróis com poderes e/ou habilidades extraordinárias para fazer parte de uma brigada de proteção a ataques de forças com as quais o poderio bélico americano não estivessem apto a enfrentar. A partir daí, Nick Fury, agente da SHIELD, uma divisão secreta do Departamento de Defesa, vai recrutar seus soldados. Ele trás Tony Stark (Homem de Ferro) que, apesar de ser um criador de armamentos de mão cheia, tem um perfil de playboy narcisista e arrogante e que pensa que sabe tudo. Se junta a ele Steve Rogers (Capitão América) um herói da segunda guerra mundial que ficou congelado por décadas quando seu avião caiu em combate. O próximo candidato é Bruce Banner (Hulk) um brilhante cientista que quando enfurecido se transforma no monstruoso Hulk e esmaga tudo que estiver pela frente. Thor, O Deus do Trovão da mitologia nórdica, é o outro membro do grupo. Chega ao grupo uma ex espiã da antiga União Soviética, Natasha Romanoff (Viúva Negra) que, como toda espiã, sorrateira e cheia de artimanhas. Para finalizar, temos Clint Barton (Gavião Arqueiro), que anteriormente era um vilão que se regenerou
 
Feitas as apresentações vamos ao que interessa. Como vocês puderam notar, o grupo foi formado de uma mais do que heterogênea gama de personalidades que poderíamos resumir em um Narcisista, um Veterano, um Troglodita, um Deus, uma Espiã e um Ex Bandido. Como gerenciar todos estes egos e buscar tirar o que de melhor eles podem dar em busca de um objetivo comum. Lembrando que, apesar de ter caído sob um encanto de Loki, o vilão da estória, Gavião Arqueiro "vira a casaca" no meio do filme, desvirando depois.
 
Pus-me a refletir. Quantas vezes eu, e também vocês leitores, gerenciaram ou participaram de um grupo que tinha, senão todos, pelo menos alguns personagens com traços de personalidade parecidos. Tem o Narcisista que se acha sempre o melhor, o Veterano que insiste se utilizar as mesmas ferramentas e táticas de antigamente sem se modernizar, um Troglodita que acha que tudo se resolve na porrada, um que se acha um Deus, um que é cheio de truques a artimanhas e outro que você tem certeza que joga no outro time?
 
Pois é. Este foi o desafio que nosso "Gerente" foi obrigado a realizar. Recrutar, treinar, motivar e gerenciar um grupo como este. E o resultado foi bom, apesar do estrago. Para mim, pelo menos, foi um delicioso momento de reflexão. Recomendo que assistam o filme com esta lente e tirem suas conclusões.

segunda-feira, 23 de abril de 2012


QUERER É PODER?????
 
 
Um dos grandes desafios de quem gerencia pessoas é como motivá-las. Muito tem sido escrito e falado sobre o assunto sem sequer tangenciar uma boa receita de como fazer com que as pessoas se engajem, se envolvam ou deem tudo de si.
 
Tenho pensado bastante e minha experiência na montagem e gerenciamento de equipes de vendas me mostrou que a coisa é uma pouco mais complexa do que quer valer nossa vã filosofia.
 
Senão vejamos.
 
Desde a muito tempo temos ouvido a frase "QUERER É PODER" que dá a entender que quem quer realmente chega lá. Mas será que é assim? Temos visto inúmeros exemplos de pessoas que não conseguem, por mais que queiram. E porque???
 
O gráfico ao lado (que podemos chamar de Gráfico PQ - PODER E QUERER) tenta mostrar que no Eixo P (POSSO) está o nível de capacitação que a pessoa tem para executar uma tarefa. Quanto mais o cidadão é capacitado, mais sobe o ponto dele no gráfico.
 
Por outro lado, no eixo Q (QUERO) mostra o estado de motivação que determinada pessoa tem para cumprir uma tarefa. Quanto mais à direita maior é a motivação.
 
A combinação destes dois fatores mostra com que competência o cidadão irá se desenvolver no cumprimento de seus deveres.
 
No quadrante PQ (POSSO E QUERO) temos as pessoas que estáo ferramentadas e com vontade de fazer. O que o bom gestor deve fazer neste caso? Motivar ainda mais o colaborador? Errado. Não mexa com este sujeito. Ele sabe fazer e está a fim de fazer. Apenas cuide para que ele esteja fazendo no tempo certo e da melhor maneira possível para a companhia. Lembre-se: Fazendo o melhor para a empresa e não fazendo da forma com que você faria. E este é um ponto a ser destacado. O PQ sabe e quer fazer, mas não do jeito que o gestor quer. Às vezes que do seu jeito, que pode ser até melhor. Mas como o gestor se acha o máximo, imagina que se seus subordinados fossem seus clones as coisas funcionariam melhor. O que fazer então? Nada, apenas direcione o esforço e deixe o cara trabalhar em paz. Supervisione para que os resultados apareçam a tempo e a hora.
 
Já no quadrante PNQ (POSSO E NÃO QUERO) temos o sujeito que tem o conhecimento de como fazer, mas não está a fim. Este tem que ser motivado. A solução mais simples. Mais grana. Mas não é assim que funciona, pois a gente sabe que se aumentarmos o salário de uma pessoa, sua produtividade não aumentará na mesma proporção. Para motivar as pessoas você precisa conhecê-las e saber quais são os seus sonhos. Ao criar as possibilidades de torná-los realidade, temos pessoas motivadas e engajadas. Existem pessoas que querem reconhecimento acima de tudo. Outras querem poder. Algumas querem grana mesmo. Mas o que MOTIVA A AÇÃO? Isto é diferente para cada um.
 
No Quadrante NPQ (NÃO POSSO E QUERO) temos aqueles estão muito a fim, mas não sabem como fazer. Claro que a resposta é: Então Treine. Correto. Mas, existem pessoas não conseguem. Por mais que queiram parece que não entra na cabeça. Quer seja por falta de capacidade cognitiva, ou por teimosia mesmo, pois tem idéias arraigadas de como fazer as coisas ou de como elas deveriam ser feitas, apesar dele não saber. Existem também àqueles que querem, mas quando percebem o quanto é difícil, desistem, porque o seu QUERO não é tão QUERO assim. Sem dúvida a resposta continua sendo o treinamento. Mas saber separar o joio do trigo para não perder tempo e dinheiro é uma tarefa complicada.
 
Por fim temos os NPNQ (NÃO POSSO E NÃO QUERO). O que fazer com este elemento? Extermíne-o. Elimine-o de sua organização pois este não merece sua atenção nem seu esforço. É cruel, eu sei, mas inevitável.
 
Como podemos ver, nem sempre o QUERER É PODER, mas que eles andam juntos, lá isto andam???

sábado, 25 de fevereiro de 2012

MASLOW REVISITADO

Outro dia estava debatendo com um amigo sobre o que motiva as pessoas a realizarem coisas e a conversa recaiu sobre os valores que as pessoas cultuam. A uma certa altura da conversa, este meu amigo foi buscar na Hierarquia de Necessidades de Maslow, a fonte inspiradora para que as pessoas se sentissem motivadas a realizar. A figura acima ilustra a pirâmide sobre a qual Maslow acreditava que os seres humanos contruiam sua realização pessoal.
 
Inicalmente as necessidades fisiológicas como comida, bebida, sexo, sono e por aí vai. Depois o cidadão vai a procura de segurança de seu corpo, de seu emprego, recursos, saúde, propriedade e assim por diante. Isto realizado, vai a busca de um relacionamento, com isso ele obtém a Estima, que seria o respeito dos outros e para com os outros, confiança em si, auto estima, etc. Por fim como o último andar deste edifício, está a realização pessoal.
 
Dentro deste teoria, basta que um dos andares de baixo desmorone, para que a Pirâmide inteira caia por terra. Não quero negar que, para a maioria das pessoas a coisa deva funcionar assim mesmo, pois, na eminência de não poder comer ou beber, ou na perda de um emprego, realmente toda a auto estima e e realização pessoal pode vir abaixo.
 
Todavia, existem pessoas que parecem não se abater por percalços desta ordem e continuam ativas, vivendo, produzindo e, principalmente, motivadas. Porque?? Depois de algumas cervejas que é uma excelente fonte de inspiração para este tipo de conversa, pudemos concluir que, certas pessoas usam a Pirâmide de Maslow invertida. Ou seja, entendem que sua Realização Pessoal depende da sua capacidade de resolver problemas, da sua moralidada, da sua capacidade de aceitação dos fatos, da sua criatividade, da sua ausência de preconceitos, enfim fazem a base de sua Pirâmide sobre suas próprias qualidades.
 
Assim, tem uma auto estima muito elevada e grande confiança em si mesmo e nos outros, conquistando, desta forma o respeito próprio e dos outros. Assim fica fácil desenvolver relacionamentos que vão lhe propiciar emprego, família e toda a espécie de segurança necessária para obter os recursos necessários para garantir todas as suas necessidades fisiológicas.
 
Portanto, conclamamos a todos que revisitem a Pirâmide de Maslow nas suas vidas e reflitam sobre como ela está interferindo em suas realizações. E, a partir deste realinhamento de prioridades, quem sabe as coisas passem a fazer mais sentido e você se sinta mais motivado a realizar seus sonhos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ONDE FOMOS PARAR???

Costumo dizer que tive a Felicidade de passar minha adolescência no final da década de 60 e no ínicio da década de 70. Talvez a maioria ão saiba, mas esta época foi uma das mais profícuas na "revolução cultural" que varreu o mundo todo em todos os campos.
Nas artes, por exemplo, a música apresentava ao mundo um grupo de rapazes de Liverpool que, a princípio seriam mais um modismo do "ié-ié-ié", mas com o lançamento dos álbuns Revolver e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mudaria os rumos do rock mundial abrindo caminho para novas experiências sonoras que iriam de Pink Floyd até Emerson, Lake & Palmer, passando por uma centena de bandas de alto nível músical e que produziram até maravilhosas óperas rock como Tommy (The Who) e chegando até The Wall (Pink Floyd), isto sem contar nos verdadeiros albúns sinfônicos como Tales from Topographics Ocean (Yes) ou Quadriphoenia (The Who).
No cinema e no teatro, filmes ou peças como Jesus Cristo Superstar, Godspell, a Primeira Noite de um Homem, Roma, entre outros, de renomados diretores como Brian de Palma, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Pier Paolo Pasolini, ente tantos outros que privilegiavam a história e não os efeitos visuais (nada contra Stars Wars), mas como disse o publicitário Agnelo Pacheco, nenhum efeito visual salva um enredo ruim.
Enquanto isso a Pop Art, encabeçada por Andy Warhol, revolucionava as artes plasticas de forma geral.
Tudo tendo como tema de fundo um modo de vida comunitário, tendendo a uma espécie de socialismo-anarquista ou estilo de vida nômade e à vida em comunhão com a natureza, negavam o nacionalismo e a Guera do Vietnã, bem como todas as guerras, abraçavam aspectos de religiões como o Budismo, Hinduísmo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana e das economias capitalistas e totalitárias. Eles enxergavam o patriarcalismo, o militarismo, o poder governamental, as corporações industriais, a massificação, o capitalismo, o autoritarismo e os valores sociais tradicionais como parte de uma "instituição" única, e que não tinha legitimidade.
Enquanto isso, no Brasil, o Tropicalismo foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo); misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960.
O movimento manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé); manifestações artísticas diversas, como as artes plásticas (destaque para a figura de Hélio Oiticica), o cinema (o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha) e o teatro brasileiro (sobretudo nas peças anárquicas de José Celso Martinez Corrêa).
Não se trata de saudosismo, mas ao ver os Bondes do Car...., os "Ai se eu te pego", os "Restart" e outras manifestações da cultura contemporânea, me dá uma saudade!!!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CARTA ABERTA AO PAPAI NOEL


Quando eu era criança, costumava escrever cartas ao Papai Noel, nesta época do ano, pedindo os presentes que gostaríamos de ganhar no Natal. Acontece que eu cresci e confesso, com muita vergonha, que perdi o endereço do bom velhinho. Por isso, estou mandando esta mensagem pela net na esperança de que você, que me lê, possa passar adiante e, de spam em spam, ela acabar caindo na caixa postal de Santa Claus e o meu pedido possa ser realizado.  Pode até ser depois da Noite Feliz, tudo bem.

Eu queria que o Papai Noel trouxesse para todo o Planeta, inclusive para mim,. um punhado de BOM SENSO, pois parece que o estoque das pessoas anda muito baixo.

BOM SENSO para que os motoristas e motociclistas, entendam que as ruas não foram feitas para que cada um deles seja dono e sim para que seja compartilhada por todos com o mínimo de stress possível. Que a pessoas entendam que não podem estacionar onde bem entendem e não devem fazer manobras que interfiram no bom andamento do já caótico trânsito.

BOM SENSO para poder entender de que o governo não tem obrigação nenhuma de dar algo a ninguém que não sejam educação, saúde, segurança e condições de geração de emprego. E de que não adianta nada eleger governantes na promessa de bolsas isto ou aquilo porque depois vem a conta.

BOM SENSO para que os governantes entendam de que estão lá para poder criar condições para que o país possa crescer,  se desenvolver e propiciar as coisas que citei anteriormente e não para que eles possam se locupletar.

BOM SENSO para que as pessoas entendam que dividem o planeta com outas pessoas e que passem a respeitar o outro na rua, no metrô, no ônibus, nas filas, enfim em todo lugar.

BOM SENSO para que todos também entendam de que os recursos minerais são finitos e que um dia vão acabar. Daí como vai ficar a vida???

BOM SENSO para que todos entendam que a livre opinião é um direito (desde que não interfira no direito de ninguém) e que ter uma religião ou torcer para um time diferente do seu não é motivo de ódio ou intolerância.

BOM SENSO para entender de que as conquistas devem ser suas e não espelhadas em times, ou seleções ou partidos.

BOM SENSO para entender que a Justiça deve prevalercer, custe o que custar.

Pois é Papai Noel. Isto é tudo que eu peço para este e os outros Natais e Anos Novos. 

Felicidades a todos e MUITO BOM SENSO.

PS - Como eu ainda não o encontrei para tirar uma foto dele, coloquei a minha bancando o Papai Noel  na Festa de Natal da HEXAGON Metrology