segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O FIM DO MUNDO ESTÁ PRÓXIMO. VOCÊ ESTÁ PREPARADO???

Olhando no Wikipedia vemos que O fenômeno 2012 compreende um conjunto de crenças segundo as quais eventos cataclísmicos ou transformadores acontecerão em 21 de dezembro de 2012. Esta data é considerada como o último dia de um ciclo 5.125 anos do calendário mais e prevê que vários alinhamentos astronômicos e fórmulas matemáticas têm sido colocadas como pertencentes a essa data, apesar de nenhuma delas ter sido aceita por estudiosos importantes.
A interpretação de que essa data marca o início da Nova Era diz que a Terra e seus habitantes podem sofrer uma transformação espiritual ou física positiva, e que 2012 seria o começo de um novo tempo. Outros sugerem que 2012 marca o fim do mundo ou uma catástrofe similar. Cenários sugeridos para o fim do mundo incluem a chegada do próximo ano solar máximo ou a colisão da Terra com um objeto como um buraco negro, um asteróide próximo ou um planeta chamado "Nibiru" Estudiosos de várias áreas têm rejeitado a ideia de eventos cataclísmicos em 2012.
Apesar de controverso, ninguém conseguiu provar que é mentira, ou que é verdade. Mas, o propósito deste artigo não estar em validar, ou invalidar, esta idéia. Na realidade, o mundo já está acabando há algum tempo. Este mundo que conhecemos de relacionamentos estáveis e duradouros, do comércio sendo feito em lojas convencionais, de valores, há muito cultuados, sendo modificados sistematicamente em nome de uma nova ordem.
Países, não apenas empresas, estão imersos em uma crise sem precedentes. Governos estão revendo suas posições com relação às doutrinas que sempre defenderam. Até no Brasil aconteceu um julgamento com a a condenação de vários políticos envolvidos em corrupção!!!
Na verdade, um novo tempo se aproxima com novos comportamentos e novas maneiras de se relacionar quer pessoal ou comercialmente. Tenho notado que, assim como no Renascentismo, ou na década de 50, apenas para citar algumas transformações importantes, quando os valores apregoados na época foram paulatinamente sendo substituídos por outos comportamentos, há quem esteja se preparando para esta nova era e aceitando, sem duvidar, que novos tempos estão chegando. Mas tambem há aqueles que se fecham em suas crenças e convicções de que as coisas não mudam e, quando for tarde demais para perceber, terá sido atropelado pela história.
O mundo está sempre mudando, às vezes em uma velocidade que não nos percebemos e que nos dá tempo de nos acostumarmos com as mudanças que ocorrem. A diferença de agora é que o tempo está acelerado. A informação não está mais restrita aos monastérios, ou aos ministérios. Ela está aí, para quem quiser pegar.
No Novo Testamento, São João Evangelista apregoava o fim do mundo e diz que o número da besta é o 666. Se considerarmos que, na época, os algarismos romanos prevaleciam, poderiamos ler VIVIVI, que poderia ser uma visão distorcida de www. Não há como negar que a chegada a internet tem mudado toda a forma de relacionamento e de disseminação da informação.
Portanto, eu afirmo. O FIM DO MUNDO está próximo. Pelo menos o fim do mundo que conheçemos e estamos acostumados a habitar. Você está preparado???

sábado, 4 de agosto de 2012

OS DEUSES OLÍMPICOS

No meio dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, podemos ver que, enquanto o mundo e, em especial os brasileiros, sonham com as medalhas de nossos atletas, uma multidão de pessoas estão engajadas nas disputas e muitas, que não tiveram a oportunidade de subir ao pódium, nos oferecem ótimas oportunidades para perceber como o ser humano pode superar limites e buscar resultados tão pouco sonhados pela maioria dos mortais.
Olimpo era o nome que os antigos gregos davam ao lugar onde seus deuses moravam. E nada mais justo se encararmos os participantes deste evento como verdadeiros deuses, não importando o resultado que alcançem. Segundo o Wikipédia, os Jogos de Londres tem a estimativa de participação de 10.500 atletas. Parece muito, mas se considerarmos que a população mundial atingiu a cifra de 7 bilhões de pessoas, este número de atletas se torna praticamente insignificante.
Para uma análise mais precisa, estima-se, pelo próprio Wikipédia, que a população jovem é cerca de um bilhão de pessoas entre os 15 e 24 anos, idade em que se concentra a maioria dos atletas olímpicos. Assim, pouco mais de 0,001 % da população jovem do mundo atingiu índices que os permitiram estar presentes em Londres por alguns dias. Além dos fenômenos como Michael Phelps, que atingiu a marca, até agora de 20 medalhas olímpicas, há estórias menos gloriosas mas, nem por isso, menos dignas de habitantes deste Olimpo.
Na canoagem, a representante brasileira comemorava sua classificação para a próxima etapa e dava uma entrevista para uma rádio, quando foi informada pelo seu técnico que não havia se classificado como imaginava. Era de se esperar que nossa atleta se desesperasse e mudasse o tom da entrevista de uma alegria incontida para um inconformismo compreensível. Mas não. Ela manteve a alegria de ter participado e de poder estar presente entre todos aqueles campeões.  
No Judô, nossa atleta foi desclassificada por aplicar um golpe tido como irregular. Foi ao desespero, mas depois, com calma, reconheceu que errou.
Uma mesatenista que tem uma deficiência física (não tem parte do antebraço), competia de dava uma canseira na sua adversária (tive a felicidade de ver parte deste embate) não sentindo, em nenhum momento, que sua deficiência poderia ser um empecilho para ela.
Na natação, Ruta Meilutyte, de apenas 15 anos, olha incrédula para o placar eletrônico do ginásio de esportes para ver que havia chegado em primeiro lugar nos 100 metros nado de peito.
Enquanto isso, no hipismo, o cavaleiro japonês, de 71 anos, isso mesmo, 71 anos, lamentava sua desclassificação e colocava em dúvida sua participação no Rio 2016, pois chegou a hora de aposentar seu cavalo.
Por tudo isto, e outras muitas estórias mais que eu não soube e que, fatalmente, existiram durante os jogos é que se pode dizer que, quem está lá são pessoas previlegiadas e que fazem parte de uma nata de pessoas que muito deve honrar a si, sua família, seus amigos e seus países. Não importando o quanto de medalhas conseguiram, se é que conseguiram.
Como diz a frase do parachoques de caminhão, que, como muitas frases deste tipo, trazem em seu bojo muita filosofia,
DEUS NÃO ESCOLHE OS CAPACITADOS. CAPACITA OS ESCOLHIDOS

sexta-feira, 15 de junho de 2012

OS VINGADORES



Marvelmaníaco que sou, não perderia jamais ao filme do título deste arquivo e fui para lá pronto para assistir a mais uma obre cheia de porradas e destruição onde os americanos, como sempre, vencem no final. Mas, para minha surpresa, consegui tirar algumas reflexões sobre gestão de pessoas e que quero compartilhar com vocês.
 
O filme conta a estória de um grupo de super heróis com poderes e/ou habilidades extraordinárias para fazer parte de uma brigada de proteção a ataques de forças com as quais o poderio bélico americano não estivessem apto a enfrentar. A partir daí, Nick Fury, agente da SHIELD, uma divisão secreta do Departamento de Defesa, vai recrutar seus soldados. Ele trás Tony Stark (Homem de Ferro) que, apesar de ser um criador de armamentos de mão cheia, tem um perfil de playboy narcisista e arrogante e que pensa que sabe tudo. Se junta a ele Steve Rogers (Capitão América) um herói da segunda guerra mundial que ficou congelado por décadas quando seu avião caiu em combate. O próximo candidato é Bruce Banner (Hulk) um brilhante cientista que quando enfurecido se transforma no monstruoso Hulk e esmaga tudo que estiver pela frente. Thor, O Deus do Trovão da mitologia nórdica, é o outro membro do grupo. Chega ao grupo uma ex espiã da antiga União Soviética, Natasha Romanoff (Viúva Negra) que, como toda espiã, sorrateira e cheia de artimanhas. Para finalizar, temos Clint Barton (Gavião Arqueiro), que anteriormente era um vilão que se regenerou
 
Feitas as apresentações vamos ao que interessa. Como vocês puderam notar, o grupo foi formado de uma mais do que heterogênea gama de personalidades que poderíamos resumir em um Narcisista, um Veterano, um Troglodita, um Deus, uma Espiã e um Ex Bandido. Como gerenciar todos estes egos e buscar tirar o que de melhor eles podem dar em busca de um objetivo comum. Lembrando que, apesar de ter caído sob um encanto de Loki, o vilão da estória, Gavião Arqueiro "vira a casaca" no meio do filme, desvirando depois.
 
Pus-me a refletir. Quantas vezes eu, e também vocês leitores, gerenciaram ou participaram de um grupo que tinha, senão todos, pelo menos alguns personagens com traços de personalidade parecidos. Tem o Narcisista que se acha sempre o melhor, o Veterano que insiste se utilizar as mesmas ferramentas e táticas de antigamente sem se modernizar, um Troglodita que acha que tudo se resolve na porrada, um que se acha um Deus, um que é cheio de truques a artimanhas e outro que você tem certeza que joga no outro time?
 
Pois é. Este foi o desafio que nosso "Gerente" foi obrigado a realizar. Recrutar, treinar, motivar e gerenciar um grupo como este. E o resultado foi bom, apesar do estrago. Para mim, pelo menos, foi um delicioso momento de reflexão. Recomendo que assistam o filme com esta lente e tirem suas conclusões.

segunda-feira, 23 de abril de 2012


QUERER É PODER?????
 
 
Um dos grandes desafios de quem gerencia pessoas é como motivá-las. Muito tem sido escrito e falado sobre o assunto sem sequer tangenciar uma boa receita de como fazer com que as pessoas se engajem, se envolvam ou deem tudo de si.
 
Tenho pensado bastante e minha experiência na montagem e gerenciamento de equipes de vendas me mostrou que a coisa é uma pouco mais complexa do que quer valer nossa vã filosofia.
 
Senão vejamos.
 
Desde a muito tempo temos ouvido a frase "QUERER É PODER" que dá a entender que quem quer realmente chega lá. Mas será que é assim? Temos visto inúmeros exemplos de pessoas que não conseguem, por mais que queiram. E porque???
 
O gráfico ao lado (que podemos chamar de Gráfico PQ - PODER E QUERER) tenta mostrar que no Eixo P (POSSO) está o nível de capacitação que a pessoa tem para executar uma tarefa. Quanto mais o cidadão é capacitado, mais sobe o ponto dele no gráfico.
 
Por outro lado, no eixo Q (QUERO) mostra o estado de motivação que determinada pessoa tem para cumprir uma tarefa. Quanto mais à direita maior é a motivação.
 
A combinação destes dois fatores mostra com que competência o cidadão irá se desenvolver no cumprimento de seus deveres.
 
No quadrante PQ (POSSO E QUERO) temos as pessoas que estáo ferramentadas e com vontade de fazer. O que o bom gestor deve fazer neste caso? Motivar ainda mais o colaborador? Errado. Não mexa com este sujeito. Ele sabe fazer e está a fim de fazer. Apenas cuide para que ele esteja fazendo no tempo certo e da melhor maneira possível para a companhia. Lembre-se: Fazendo o melhor para a empresa e não fazendo da forma com que você faria. E este é um ponto a ser destacado. O PQ sabe e quer fazer, mas não do jeito que o gestor quer. Às vezes que do seu jeito, que pode ser até melhor. Mas como o gestor se acha o máximo, imagina que se seus subordinados fossem seus clones as coisas funcionariam melhor. O que fazer então? Nada, apenas direcione o esforço e deixe o cara trabalhar em paz. Supervisione para que os resultados apareçam a tempo e a hora.
 
Já no quadrante PNQ (POSSO E NÃO QUERO) temos o sujeito que tem o conhecimento de como fazer, mas não está a fim. Este tem que ser motivado. A solução mais simples. Mais grana. Mas não é assim que funciona, pois a gente sabe que se aumentarmos o salário de uma pessoa, sua produtividade não aumentará na mesma proporção. Para motivar as pessoas você precisa conhecê-las e saber quais são os seus sonhos. Ao criar as possibilidades de torná-los realidade, temos pessoas motivadas e engajadas. Existem pessoas que querem reconhecimento acima de tudo. Outras querem poder. Algumas querem grana mesmo. Mas o que MOTIVA A AÇÃO? Isto é diferente para cada um.
 
No Quadrante NPQ (NÃO POSSO E QUERO) temos aqueles estão muito a fim, mas não sabem como fazer. Claro que a resposta é: Então Treine. Correto. Mas, existem pessoas não conseguem. Por mais que queiram parece que não entra na cabeça. Quer seja por falta de capacidade cognitiva, ou por teimosia mesmo, pois tem idéias arraigadas de como fazer as coisas ou de como elas deveriam ser feitas, apesar dele não saber. Existem também àqueles que querem, mas quando percebem o quanto é difícil, desistem, porque o seu QUERO não é tão QUERO assim. Sem dúvida a resposta continua sendo o treinamento. Mas saber separar o joio do trigo para não perder tempo e dinheiro é uma tarefa complicada.
 
Por fim temos os NPNQ (NÃO POSSO E NÃO QUERO). O que fazer com este elemento? Extermíne-o. Elimine-o de sua organização pois este não merece sua atenção nem seu esforço. É cruel, eu sei, mas inevitável.
 
Como podemos ver, nem sempre o QUERER É PODER, mas que eles andam juntos, lá isto andam???

sábado, 25 de fevereiro de 2012

MASLOW REVISITADO

Outro dia estava debatendo com um amigo sobre o que motiva as pessoas a realizarem coisas e a conversa recaiu sobre os valores que as pessoas cultuam. A uma certa altura da conversa, este meu amigo foi buscar na Hierarquia de Necessidades de Maslow, a fonte inspiradora para que as pessoas se sentissem motivadas a realizar. A figura acima ilustra a pirâmide sobre a qual Maslow acreditava que os seres humanos contruiam sua realização pessoal.
 
Inicalmente as necessidades fisiológicas como comida, bebida, sexo, sono e por aí vai. Depois o cidadão vai a procura de segurança de seu corpo, de seu emprego, recursos, saúde, propriedade e assim por diante. Isto realizado, vai a busca de um relacionamento, com isso ele obtém a Estima, que seria o respeito dos outros e para com os outros, confiança em si, auto estima, etc. Por fim como o último andar deste edifício, está a realização pessoal.
 
Dentro deste teoria, basta que um dos andares de baixo desmorone, para que a Pirâmide inteira caia por terra. Não quero negar que, para a maioria das pessoas a coisa deva funcionar assim mesmo, pois, na eminência de não poder comer ou beber, ou na perda de um emprego, realmente toda a auto estima e e realização pessoal pode vir abaixo.
 
Todavia, existem pessoas que parecem não se abater por percalços desta ordem e continuam ativas, vivendo, produzindo e, principalmente, motivadas. Porque?? Depois de algumas cervejas que é uma excelente fonte de inspiração para este tipo de conversa, pudemos concluir que, certas pessoas usam a Pirâmide de Maslow invertida. Ou seja, entendem que sua Realização Pessoal depende da sua capacidade de resolver problemas, da sua moralidada, da sua capacidade de aceitação dos fatos, da sua criatividade, da sua ausência de preconceitos, enfim fazem a base de sua Pirâmide sobre suas próprias qualidades.
 
Assim, tem uma auto estima muito elevada e grande confiança em si mesmo e nos outros, conquistando, desta forma o respeito próprio e dos outros. Assim fica fácil desenvolver relacionamentos que vão lhe propiciar emprego, família e toda a espécie de segurança necessária para obter os recursos necessários para garantir todas as suas necessidades fisiológicas.
 
Portanto, conclamamos a todos que revisitem a Pirâmide de Maslow nas suas vidas e reflitam sobre como ela está interferindo em suas realizações. E, a partir deste realinhamento de prioridades, quem sabe as coisas passem a fazer mais sentido e você se sinta mais motivado a realizar seus sonhos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ONDE FOMOS PARAR???

Costumo dizer que tive a Felicidade de passar minha adolescência no final da década de 60 e no ínicio da década de 70. Talvez a maioria ão saiba, mas esta época foi uma das mais profícuas na "revolução cultural" que varreu o mundo todo em todos os campos.
Nas artes, por exemplo, a música apresentava ao mundo um grupo de rapazes de Liverpool que, a princípio seriam mais um modismo do "ié-ié-ié", mas com o lançamento dos álbuns Revolver e Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mudaria os rumos do rock mundial abrindo caminho para novas experiências sonoras que iriam de Pink Floyd até Emerson, Lake & Palmer, passando por uma centena de bandas de alto nível músical e que produziram até maravilhosas óperas rock como Tommy (The Who) e chegando até The Wall (Pink Floyd), isto sem contar nos verdadeiros albúns sinfônicos como Tales from Topographics Ocean (Yes) ou Quadriphoenia (The Who).
No cinema e no teatro, filmes ou peças como Jesus Cristo Superstar, Godspell, a Primeira Noite de um Homem, Roma, entre outros, de renomados diretores como Brian de Palma, Federico Fellini, Ingmar Bergman, Pier Paolo Pasolini, ente tantos outros que privilegiavam a história e não os efeitos visuais (nada contra Stars Wars), mas como disse o publicitário Agnelo Pacheco, nenhum efeito visual salva um enredo ruim.
Enquanto isso a Pop Art, encabeçada por Andy Warhol, revolucionava as artes plasticas de forma geral.
Tudo tendo como tema de fundo um modo de vida comunitário, tendendo a uma espécie de socialismo-anarquista ou estilo de vida nômade e à vida em comunhão com a natureza, negavam o nacionalismo e a Guera do Vietnã, bem como todas as guerras, abraçavam aspectos de religiões como o Budismo, Hinduísmo, e/ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana e das economias capitalistas e totalitárias. Eles enxergavam o patriarcalismo, o militarismo, o poder governamental, as corporações industriais, a massificação, o capitalismo, o autoritarismo e os valores sociais tradicionais como parte de uma "instituição" única, e que não tinha legitimidade.
Enquanto isso, no Brasil, o Tropicalismo foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo); misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960.
O movimento manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Os Mutantes e Tom Zé); manifestações artísticas diversas, como as artes plásticas (destaque para a figura de Hélio Oiticica), o cinema (o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha) e o teatro brasileiro (sobretudo nas peças anárquicas de José Celso Martinez Corrêa).
Não se trata de saudosismo, mas ao ver os Bondes do Car...., os "Ai se eu te pego", os "Restart" e outras manifestações da cultura contemporânea, me dá uma saudade!!!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CARTA ABERTA AO PAPAI NOEL


Quando eu era criança, costumava escrever cartas ao Papai Noel, nesta época do ano, pedindo os presentes que gostaríamos de ganhar no Natal. Acontece que eu cresci e confesso, com muita vergonha, que perdi o endereço do bom velhinho. Por isso, estou mandando esta mensagem pela net na esperança de que você, que me lê, possa passar adiante e, de spam em spam, ela acabar caindo na caixa postal de Santa Claus e o meu pedido possa ser realizado.  Pode até ser depois da Noite Feliz, tudo bem.

Eu queria que o Papai Noel trouxesse para todo o Planeta, inclusive para mim,. um punhado de BOM SENSO, pois parece que o estoque das pessoas anda muito baixo.

BOM SENSO para que os motoristas e motociclistas, entendam que as ruas não foram feitas para que cada um deles seja dono e sim para que seja compartilhada por todos com o mínimo de stress possível. Que a pessoas entendam que não podem estacionar onde bem entendem e não devem fazer manobras que interfiram no bom andamento do já caótico trânsito.

BOM SENSO para poder entender de que o governo não tem obrigação nenhuma de dar algo a ninguém que não sejam educação, saúde, segurança e condições de geração de emprego. E de que não adianta nada eleger governantes na promessa de bolsas isto ou aquilo porque depois vem a conta.

BOM SENSO para que os governantes entendam de que estão lá para poder criar condições para que o país possa crescer,  se desenvolver e propiciar as coisas que citei anteriormente e não para que eles possam se locupletar.

BOM SENSO para que as pessoas entendam que dividem o planeta com outas pessoas e que passem a respeitar o outro na rua, no metrô, no ônibus, nas filas, enfim em todo lugar.

BOM SENSO para que todos também entendam de que os recursos minerais são finitos e que um dia vão acabar. Daí como vai ficar a vida???

BOM SENSO para que todos entendam que a livre opinião é um direito (desde que não interfira no direito de ninguém) e que ter uma religião ou torcer para um time diferente do seu não é motivo de ódio ou intolerância.

BOM SENSO para entender de que as conquistas devem ser suas e não espelhadas em times, ou seleções ou partidos.

BOM SENSO para entender que a Justiça deve prevalercer, custe o que custar.

Pois é Papai Noel. Isto é tudo que eu peço para este e os outros Natais e Anos Novos. 

Felicidades a todos e MUITO BOM SENSO.

PS - Como eu ainda não o encontrei para tirar uma foto dele, coloquei a minha bancando o Papai Noel  na Festa de Natal da HEXAGON Metrology

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Uma Verdadeira Aula.

Dias atrás recebi uma verdadeira aula de "Como não vender" aplicada por um contato de uma publicação técnica que chamei para desenvolver um trabalho conjunto para um cliente. Atuo no âmbito de publicações técnicas há mais de 30 anos, tendo sido, inclusive, editor de uma delas, e posso dizer que conheço praticamente como funciona o metier e notadamente as revistas em particular.
Quando chamei este cidadão para conversar, eu já sabia o que eu queria e também o que a publicação dele poderia oferecer, quer seja em possibilidades de mídia off line. O que eu queria, na verdade, era saber das possibilidades de mídia on line. Mas o nosso amigo conseguiu me dar uma verdadeira demonstração de como muitos vendedores, principalmente de intangíveis, estão despreparados. Vou tentar reproduzir a conversa, o mais fielmente possível e vocês tirem suas conclusões. Os nomes serão suprimidos para não causar constrangimentos.
- "Bom dia. Muito prazer. Sou Fulano de Tal da revista XPTO."
- "Bom dia. Vamos nos sentar. Gostaria de saber quaias são as possibilidades de divulgação em sua publicação quer seja na pate off line, quanto na on line."
- "Bem, não sei se o Senhor conhece a nossa revista..."
- "Sim conheço."
- "A XPTO tem mais de XX anos de mercado e está direcionada para bla bla bla bla bla"
Gente. Eu já disse que conhecia a revista!!!! E ele continuou falando da revista, enquanto eu queria saber de site, e-mail marketing outras formas de interação.
- "Bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla"
E o tal do "spech" de vendas nunca acabava, pois era assim que os vendedores de antigamente eram treinados, para recitar um discurso interminável sobre Características, Vantagens e Benefícios de seus produtos. Começei a dar sinais ostensivos e propositais de impaciência, utilizando a linguagem não verbal para ver se o sujeito se tocava e parava com o lero-lero. Até menção de bocejar eu fiz. E o cara.
- "Bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla"
Aí uma hora, encheu o saco e eu resolvi tomar o controle da conversa, o que para um vendedor é o pior dos mundos.
- "Bom. Entendi. Mas me fale um pouco sobre sua parte on line".
Aí veio golpe de misericórdia, pois ele vira para mim e diz:
- "Mas eu não termineri ainda!" E retomou o discurso!!!!
- "Bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla"
Por pouco eu não dei a reunião por encerrada. Na realidade o interesse de meu cliente na publicação era tanto que me fez ficar aguentando o falatório por mais 40 minutos até eu saber o que eu queria.
Depois as empresas querem reclamar que as vendas estão ruins, que o mercado está retraído, etc, etc, etc.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O POLO GERADOR


Depois de muito tempo sem ver TV aberta, estive, neste final de semana, na casa de minha mãe, em Minas Gerais, e, por falta de opção, acabei por assistir com ela um pouco de televisão no sábado à noite.
Fiquei chocado. Quanta bobagem foi colocada no ar para "entreter" o telespectador. Em uma determinada novela, havia um jogo de volei entre um time de "Machões" e um time de "Bibas". Gente que coisa mais sem contexto, mais sem propósito. Aliás, nossa televisão está se tornando um polo gerador de três coisas muito perigosas, na minha opinão.

1) Um foco humor sem graça. Programas ditos humorísticos que banalizam pessoas, fatos e acontecimentos. Por exemplo, programas como o CQC ou PÂNICO, ao meu ver, banalizam, com um humor escrachado, as coisas sérias deste país e o povo vai achando engraçado enquanto os políticos, alvo principal da chacota, continuam aprontando as deles sem dar a mínima pelota para as "críticas". Assim, o povo se sente "vingado" e a válvula de alívio do sistema é puxada. E la nave vá.

2) Um foco de mediocridade. As novelas, os noticiários, os programas de auditório, enfim, a TV como um todo, na ânsia de ganhar audiência, dão ao povo o que ele quer. Mediocridade. E dá-lhe funk, sertanojo, axés e todo o tipo de "diversão" que o povo gosta. Aí criamos um circulo vicioso que retroalimenta a mediocridade e a falta de educação e cultura. Entendo que a TV não foi feita para educar os telespectadores e sim entretê-los. Mas a coisa está fugindo do controle.

3) Um foco de "mind control". Ao zapear os canais disponíveis na recepção da parabólica na casa de mamãe não pude deixar de notar a infinidade de programas ditos "religiosos" que são apresentados diariamente. Com "depoimentos" apelativos, tentar a todo custo provar que o Deus deles é melhor do que o Deus do resto das pessoas e querem que você se converta à sua crença e ajude a engordar seus cofres. Isto leva a um precedente muito perigoso.
Não bastasse isto, temos uma verdadeira "apologia gay" grassando por todas as emissoras (exceto às religiosas). Não tenho nada contra os gays e acho que cada um faz, entre quatro paredes, o que quiser de sua vida amorosa. Daí a esfregar na cara do mundo tal situação é um pouco demais. Além de tudo se faz de uma maneira grosseira, vulgar e preconceituosa, pois conheços vários gays que não são afetados como os "personagens" apresentados na telinha.

E o povo se diverte. E repete, nas ruas, os "bordões" destes personagens como mantras. E claro, como todo e qualquer mantra, ele pega. E cola nos indivíduos aumentando seu nível de mediocridade. Evidentemente alguém que estiver lendo isto poderá se rebelar e dizer. "É simples. Não quer ver não assista. Mude de canal ou compre TV a cabo." Concordo plenamente, tanto é que há muito não assisto. Mas a minha preocupação não é comigo. Eu já tenho a cabeça feita. Minha preocupação é com as gerações futuras. Se não começarmos a censurar e controlar aquilo que nossos filhos veem temo que a deseducação, a desrespeito e a falta de comprometimento com idéias e ideologias vão ficar cada vez mais frequentes.

E é aí que mora o perigo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA"

Acho que poucas vezes na vida peguei um trânsito tão forte nas estradas de saída da capital paulista como noi último dia 21 de Abril, o dia do feriadão. Acho que nem em carnaval a coisa foi tão feia para sair de São Paulo.
 
Muita gente, assim como eu, deve se perguntar porque o trânsito está ficando tão pesado??? A resposta é simples. Aumento da frota de veículos. Mas como??? Propiciada pela entrada da tão famosa Classe C no mercado de consumo. Junte-se o fato do aumento do poder aquisitivo desta faixa da população o barateamento dos carros e, é claro, de todos os produtos, o que se tem é uma perigosa mistura de aumento de consumo com falta de aumento na infra estrutura. E o resultado se pode esperar. Congestionamento, não só no trânsito, mas como nos aeroportos, nas rodoviárias, nas torres de celulares, etc, etc, etc...
 
A profética música do irreverente grupo Ultraje a Rigor, que dá título a este artigo diz
 
''Daqui do morro dá pra ver tão legal
O que acontece aí no seu litoral
Nós gostamos de tudo , nós queremos é mais
Do alto da cidade até a beira do cais''
 
Pois é... O povo não apenas agora está vendo, como quer participar. E está invadindo as praias de todo mundo. Buscando seu lugar ao sol. E tome celular tocando o funk predileto no Metro (mas não no fone de ouvido e sim no falante) porque é claro, eu quero que todo mundo veja que eu agora também tenho um celular que toca música, antes previlégio de poucos. E nas ruas a coisa se repete. Passam os carros com som no último volume tocando músicas de gosto duvidoso, pelo menos para mim, mostrando para todo mundo. "Hei, eu também tenho um carro com som. Vocês estão vendo???"
 
''Mais do que um bom bronzeado Nós queremos estar do seu ladoNós tamos entrando sem óleo nem creme
Precisando a gente se espreme
Trazendo a farofa e a galinhaLevando também a vitrolinhaSepara um lugar nessa areiaNós vamos chacoalhar a sua aldeia''
E, aos poucos, os redutos de classe média alta vão sendo invadidos pelo povão que quer compartilhar os sonhos de consumo que anteriormente lhes eram praticamente impossiveis. Apesar de todo mundo reclamar do preço escorchante da gasolina e do álcool, proclamar a quatro ventos que o pedágio é um absurdo, as estradas vão ficar cada vez mais cheias. E as lojas. E os Shoppings. E os Aeroportos. E tudo o mais.
 
E, não haverá outra alternativa senão
 
''Mistura sua laia
Ou foge da raia
Sai da tocaia
Pula na baia
Agora nós vamos invadir sua praia'' 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

BANDIDOS X MOCINHOS

A criminalidade vem, a cada dia, ganhando mais corpo não apenas nas grandes cidades, mas também no interior do Brasil. Já se discutiu muito sobre como acabar com este problema e muitas sugestões, muitas boas e algumas inexeqüíveis, foram apresentadas.

Por ser uma pessoa que estuda o comportamento humano, me arrisco a mostrar também a minha opinião. E ela é muito simples:

"OS MOCINHOS NÃO TÊM COMO GANHAR DOS BANDIDOS."

Senão vejamos: Apesar de fazer muito tempo, ainda me lembro do tempo em que freqüentava o colegial (hoje Ensino Médio) e como a classe se dividia em dois grupos bem distintos.

A turma da frente: aplicada, estudiosa, cumpridora de seus deveres, obediente, enfim, tudo que o sistema adora.

A turma do fundão: Arrelienta, criativa, inconformada, com força para realizar, com vontade de mudar o mundo, enfim, tudo que o sistema detesta.

É claro que a turma da frente era elogiada, passava de ano, ganhava louvores e tudo o mais. enquanto isso, a turma do fundão, por seu comportamento inadequado, ganhava castigos, broncas, suspensões e até expulsões. Ou seja, se via claramente a repressão aos baderneiros e sua conseqüente marginalização.

Este colégio que relato, apesar de ser um colégio estadual, ficava em um bairro de classe média-alta de São Paulo e, conseqüentemente, freqüentado por jovens de um certo nível. Apesar de muitos anos terem se passado, vejo, pelos relatos dos jovens com convivo de que a coisa não mudou. A divisão ainda continua.

Mas vamos transportar este ambiente para um Colégio na periferia das grande cidades. É claro que a divisão vai existir. E com ela a marginalização. Só que no caso de escolas de nível, estes marginalizados têm opção na vida. O pai monta uma empresa, ou vão trabalhar na empresa de um parente e se dão bem, pois usam a criatividade e a capacidade de mudar as coisas, entre outras habilidades, para fazer acontecer.

Na periferia, estes marginalizados só têm um caminho. A marginalidade. Portanto, a escola, pela sua incompetência em lidar com criatividade, inovação, e outros atributos que fazem líderes, despeja no mercado de trabalho, anualmente, uma mão de obra altamente qualificada, pois tem todos os atributos que as grandes corporações vivem exigindo de seus colaboradores: Criatividade, liderança, capacidade de improviso, tenacidade para mudar as situações, coragem para enfrentar o perigo e o desconhecido. E de quebra, esta mão de obra a disposição da criminalidade está com raiva, necessitada, revoltada, enfim, motivada para enveredar por este caminho sem pensar nas conseqüências.

Por isso, se algum dia quisermos mudar o índice de criminalidade que existe por aí, temos que começar na escola. Dar espaço para que estes jovens possam se expressar, desenvolver sua potencialidades, que são muitas, e poder ter a chance de mostrar sua força de trabalho. Alguém já disse que e verdadeira democracia é dar um ponto de partida igual para todos.

Basta só você se lembrar de todos os filmes policiais que vocês já viram. O policial que resolve as coisas não obedece ordens, inventa artimanhas, é independente, etc, etc,etc,etc......

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

AS MAÇÃS E O APOCALIPSE

O Apocalipse de São João nos mostra que o fim dos tempos será marcada pela vinda de 4 Cavaleiros, cujo número 4, na simbologia bíblica tem significado de simetria, universalidade.

Mas o que tem a ver as maçãs com isso? Simples, a humanidade, pelo menos a cristã, viveu, toda a sua vida, sob a figura da maçã.

Primeiro foi a que a serpente ofereceu a Eva no Paraíso e que deu no que deu. Poderíamos fazer uma analogia e dizer que, a maçã de Eva, simboliza a tentativa do ser humano de triunfar sobre a carne. Sobre o físico. Parece que não funcionou, porque a gente foi expulso do paraíso.

A Segunda maçã aconteceu na década de 60, quando um 4 rapazes de Liverpool (olha o 4 aí, gente!!!!!!!!!), mexeu com toda uma geração, e as posteriores também, pregando paz, harmonia e compreensão entre os homens e revolucionando os princípios. Sob o selo da maçã (Apple Records) produziu excelentes e revolucionários albúns que atingiram diretamente o coração das pessoas, fazendo-as trabalhar no plano do amor.

A Terceira maçã, criada na década de 70 por Steve Jobs, trás uma verdadeira revolução na forma de processar e tornar pública a informação. A Apple Inc., através de seus potentes computadores pessoais, mexeu com a inteligência das pessoas e deu-lhes ferramentas para se deenvolver a utilização do cérebro.

A Quarta Maçã eu ainda não conheço, mas ela poderá fechar o ciclo do Apocalipse, que em grego quer dizer Revelação.

Rapaz: Esta coisa de reflexão mexe com a cabeça da gente. Mas, como dizia o Millôr Fernandes: Livre pensar é só pensar.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

EXPECTATIVAS X POSSIBILIDADES

Estamos vivendo uma época muito difícil. Como estava escrito no Apocalipse de São João Batista:

"No final dos tempos será uma época de ranger os dentes."

Os esotéricos de plantão entenderam que o fim do mundo seria marcado por um novo ciclo glacial onde o frio intenso dominaria o planeta e o povo todo congelaria. Longe de mim me atrever a discutir com pessoas bem mais informadas do que eu em religião, mesmo porque não estou fazendo nenhuma apologia religiosa, mas não posso deixar de pensar e me perguntar:

"A gente só range os dentes quando está com frio ?"

Não. Basta pesquisar um pouco e veremos que muitas pessoas são acometidas de um mal chamado de "Bruxismo" que significa comprimir os dentes um contra os outros friccionando-os e desgastando-os. E porque fazemos isto ? Porque ficamos extremamente estressados durante todo o tempo pela pressão que a tal da "vida moderna". Senão vejamos.

O Presidente aperta o Diretor Comercial por melhores resultados. Este aperta o Gerente, que pressiona o Supervisor, que monta em cima da equipe. Esforços concentrados para que os resultados melhores, planos e mais planos para que as expectativa de resultados melhores sejam concretizados. Mas aí, os resultados atingidos.podem não ser os esperados. O que acontece ? Frustação. E novas pressões e novas montadas e novos planos mirabolantes e novas expectativas. E possivelmente novas frustações.

E o que acontece com o moral de toda a equipe ? Fica mais pra baixo que barriga de cobra. E o círculo recomeça e parece nunca ter fim. Um circulo absolutamente vicioso, uma operação perde x perde que se repete indefinidamente. Tudo porque ? Por causa das expectativas.

Expectativas geram stress e fadiga tanto emocional quanto mental. Expectativas têm que acontecer a curto prazo. Porém existe uma nova forma de encarar as coisas. Ao invés de trabalhar no campo da expectativa, porque não trabalhar no plano das possibilidades ?

Possibilidades são mais amplas e mais racionais, pois elas podem permitir vislumbrar chances de sucesso ou de insucesso. Possibilitam que você, ao invés de ficar torcendo ou forçando para que a coisa dê certo, observe para ver se as coisas estão ou não dando certo e tome providências para corrigir o rumo, se e quando necessário.

Possibilidades envolvem o racional, enquanto a expectativa envolve o emocional. Na primeira você pensa e analisa o que não deu certo. Na segunda você pragueja com o que deu errado. Na primeira você interage e é proativo, na segunda, você é reativo e procura justificativas, ou culpados, pelas possiveis falhas.

Possibilidades abrem as portas do futuro, pois permite que você mude o rumo constantemente, enquanto as expectativas nos restringem a um presente infeliz. Isto não quer dizer que devamos deixar de lado o planejamento e todas as outras ferramentas motivacionais, elas continuaram sendo úteis. O que vai mudar é a forma de encarar o resultado e, com isto, possibilitar menos frustações e Bruxismos.

E isto funciona para tudo. Negócios, relacionamentos, filhos (lembra da sua expectativa de ver seu filho médico ?), enfim tudo em que nos envolvemos.

Lembre-se, na vida tudo são possibilidades. Inclusive a nossa possibilidade de não estar mais aqui amanhã cedo. Então porque o stress ?

Mantenha o rumo com disciplina, exerça suas tarefas com energia, encare os desafios com otimismo, mas analise
sempre todas as possibilidades e aceite o fato que a gente nunca acerta todas.

Lembre-se também que possibilidades têm tempos diferentes para acontecer. Por isso não deixe que sua expectativa (leia ansiedade) aborte um processo cuja possibilidade de dar certo pode estar em um tempo diferente da sua expectativa.

Isto é sabedoria. É aprender a lidar com o tempo das possibilidades e empurrar o que deve ser empurrado e deixar andar sozinho o que tem que andar sozinho.

domingo, 25 de setembro de 2011

O LADO BOM DA TRAGÉDIA

(Este artigo foi escrito logo após o atentado às Torres Gêmeas nos EUA)

Acho que são raros os casos de pessoas que não ficaram, no mínimo, surpresas (para não falar chocadas) com o que aconteceu nos Estados Unidos no último dia 11 de Agosto. Eu particularmente fiquei chocado com estes acontecimentos, não apenas pela violência, mas pela agressão gratuita a pessoas inocentes. Tudo em nome de uma crença, de um ideal político ou de qualquer outra coisa. Nada no mundo é tão importante do que a preservação da vida.
Mas o fato é que isto aconteceu e não há lamentação no mundo que faça o tempo voltar atrás.
Como praticante de AIKIDO (uma arte marcial), sempre fui ensinado pelo meu Sensei (professor) Wagner Bull a, não importa o tamanho da catástrofe, olhar o lado bom das coisas.
Depois de passado a hora do espanto, comecei a tentar buscar alguma coisa de bom em meio aos escombros das Twin Towers.
Confesso que foi necessário um alto grau de imaginação e concentração para tirar alguma coisa de proveitoso de um acontecimento tão trágico. Mas afinal este lado bom apareceu.
Pensar neste atentado traz uma reflexão em cima de fatores que determinaram o sucesso deste acontecimento. E que com certeza todas as empresas teriam como obrigação implantar.
Quais são eles? 

1) OUSADIA;
2) PLANEJAMENTO
3) TREINAMENTO;
4) MOTIVAÇÃO;
5) INVESTIMENTO;

Com estes 5 ingredientes, a organização que promoveu tão nefasto episódio, atingiu o sucesso. Mas vamos entender cada um deles:

1) OUSADIA - Diz uma frase que conheço que “insanidade é tentar obter resultados diferentes, fazendo sempre as mesmas coisas”. E no marketing nenhuma frase cabe tão bem quanto esta.
Um grande diferencial está, sem sombra de dúvida, em conseguir surpreender o mercado com ações corajosas e inusitadas. Quer um exemplo: quando a MAGGI entrou no mercado de caldos concentrados, criou um personagem, “A Galinha Azul”, e este personagem inundou os mercados e a mídia. Me lembro de uma ação de uma galinha gigante colocado no saguão de entrada do supermercado Eldorado. Foi então que a MAGGI conseguiu dividir o mercado com a Knorr. No caso específico a ação foi tão ousada que ficou registrada, não apenas na memória das pessoas, mas na própria história. 

2) PLANEJAMENTO -  Num passado não muito distante, quando o então Ministro Delfim Neto disse que era impossível fazer planejamento no Brasil, este absurdo virou uma verdade. E, a partir daí, empresas pararam de planejar acreditando na frase que diz que “a longo prazo, todos estaremos mortos” e queremos tudo para agora.
Isto é uma grande bobagem. Pois, como diz um outro ditado “para um navio que não tem rumo, nenhum vento ajuda”. É inegável que, para uma ação desta envergadura, foi feito um planejamento minucioso, onde os mínimos detalhes devem ter sido previstos e analisados. E o resultado aí está.

3) TREINAMENTO - As empresas brasileiras relutam (ainda na sua grande maioria) em treinar funcionários. Haja vista o número de horas que os executivos brasileiros recebem de treinamento, comparado aos nossos companheiros norte-americanos.

Imagine, então, o total de horas empreendido em treinamento pelos terroristas participantes deste nefasto incidente.O que cada um teve que aprender, tenho quase certeza de que não levou alguns dias, e sim meses.

4) MOTIVAÇÃO - Conheço pessoalmente, mais de uma dezena de gerentes de vendas ou diretores comerciais que dariam tudo para que seus vendedores fossem capazes de entrar (não com um Boeing), mas com pasta e coragem na sala do cliente e fechar a venda, não é mesmo?
Enquanto muitos de nós ainda se questionam sobre o grau de motivação que leva uma pessoa a praticar um ato suicida como este em New York. A resposta, a primeiro vista, é óbvia: “fanatismo religioso.”
Ora, se existem fanáticos religiosos, foi porque alguém vendeu para eles a idéia de abraçar esta causa. Ninguém nasce um fanático religioso. Eles são formados e motivados a se envolver. E muitos deles perdem a vida por esta causa.
Mas a grande pergunta é: Como eles conseguiram este grau de motivação? Uma resposta eu tenho. Com dinheiro não é, pois, mesmo que os terroristas tivessem ganhado bastante, não poderiam gastar, já que estão mortos.

5) INVESTIMENTO - Ainda que o principal suspeito seja um milionário. Devemos lembrar que o dinheiro investido, pelos resultados obtidos, foi muito pequeno. Principalmente se atentarmos pelo fato de que ele usou distribuição terceirizada (aviões de carreira) para mandar seus suicidas aos alvos. O grande investimento foi em treinamento e criatividade. Mas não se iluda, houve investimento, nem que seja de tempo.
Assim, fica evidente, pelo menos para mim, que uma ação bem sucedida deve conter estes ingredientes. Dosados e na proporção certa. E este é o nosso grande desafio. Medir criteriosamente as ações e o investimento, pois nem tudo que é ousado tem que ser caro. Nem tudo que é planejado deve ser burocrático. Nem toda motivação é positiva.

Enfim, tudo deve ser feito com uma boa dose de INTELIGÊNCIA.